Seguidores

sábado, 24 de outubro de 2009

(Dos sonhos)

Há no amanhecer

Um navio a nos conduzir

A sonhos possíveis!

Brincadeira de criança e poesia





Em horas da brincadeira
A criança descobre os tons
Da fantasia (:)
Esconde- esconde
Num jardim de flores...
Vermelhas brancas azuis
Em pétalas
Sorrindo
(Pura emoção!)
Deixam-se
Ser buquê
Nessa inocente
Imaginação
E os olhos curumins
Borboleteiam
Nos braços do farol
(Mágico) do sol
É um baile de alegria!
Onde mora o sonho?
Há uma festa no ar?
Confetes
Enfeitiçam
O coração
De quem se prende
Nos versos escritos
Da poesia...

... De uma brincadeira infantil





(De meus dias)

Amarro meu olhar

Num canto da vida -

Crianças têm olhos

Azuis no céu

Do futuro!

Felizmente

Ainda não passou

A infância

De meus dias!

(Enamorada)

A alegria em mim

É da beleza da vida (...)

_ Só vejo teus olhos!

(Da vida)

Novamente o sol

Descortina-se no azul

(: Desando a viver!)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

NÃO NEGUES

Não negues a ninguém o direito de escolher o seu caminho, mas também não negues a si próprio o direito de podar os espinhos da estrada de outrem.
Ditado por João de Albuquerque
em 07-07-78

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Flores...

As flores podem até ser efêmeras, porém fica para sempre em nós, o simples gesto de as dar ou receber, quando esse vem do coração...chica

domingo, 18 de outubro de 2009

Canção do sol

Entre os girassóis

Jovial o sol cantava (:)

_Virei borboleta!

Campo de lavandas

Distante do mundo

Tomando um beijo do sol (,)

Admiro as lavandas

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DIÁLOGO COM O TEMPO

-Tempo, tempo onde você está?
Faz tempo que clamo por ti e tu não respondes, não dá um sinal.
Será que ando cega e surda e não consigo te perceber?
Não sei acho que tu te esqueceste de mim, acho que me perdi nas dobras do tempo e você não percebeu. Mas escuta, preciso de ti, preciso te encontrar, pois preciso de tempo.
Olha o tempo passou, passou rápido demais e tanta coisa ficou para trás.
Não tive tempo de dar amor o tanto que queria, nem pude sorrir o tanto que gostaria, nem chorar o tanto necessário para aliviar a alma, nem de descobrir o jeito certo de lutar e nem ao menos de propagar a minha fé.
Achei que daria tempo, não percebi que meu tempo passou e eu preciso de tempo para viver todo sentimento que deixou de ser vivido, para por em prática tudo que descobri, para plantar mais sementes de amor e fé e encontrar a alegria que só vem da simplicidade dos puros e inocentes.
Mas tempo tu não me ouves e o tempo corre e eu me desespero.
Sinto-me cansada, exausta e me aquieto, talvez eu não mereça que tu me escute.
De repente uma brisa suave me envolve, sinto uma grande paz e eu ouço dentro de mim tuas sábias palavras.
- Todo tempo necessário foi te dado e tu o viveste conforme teu livre-arbítrio, acertaste algumas vezes em outras erraste, mas com certeza viveste.
Se hoje percebes o que melhor poderias ter feito, é porque exatamente aprendeste algumas das lições que a vida te deu e com certeza cada um tem seu tempo próprio e cada fase da vida é um tempo a ser vivido.
Não se chora o tempo que passou, alegra-se com o tempo que está para vir e tenha certeza que o tempo é infinito, pois ele foi criado pelo Pai que é eterno e um dia perceberás que o teu espírito também é eterno e será tempo de outra dimensão vivenciar.
Silêncio novamente, só a paz da noite, sinto-me calma, sei agora que terei o tempo que for necessário para completar minha estrada, sem ansiedades viverei um dia de cada vez e na sabedoria do Pai o livre arbítrio é meu e eu não o decepcionarei.
Luconi

Onze-horas ao sol

Diante do sol

Onze-horas

E o dia correndo nas horas...

As flores se entregando em cores

Brancas amarelas cor-de-rosa

Feito uma poesia ao dia

Onze-horas

Flores lançadas à alma

Dos olhos passantes

Suspensas em vasos nas janelas

Recostadas às paredes

Das casas em primavera

Onze-horas

Volta o menino da escola

Cruza pela pracinha e vê

Nos canteiros em pleno sol

As flores animadas

Onze-horas

Anunciando o almoço

Antes do se ir das horas

Pois fecham as portas

Em seu concerto

Solar

De amor

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma flor na caatinga

Dentro da caatinga

Nasceu uma flor tão singela

Ela veio assim (:)

Rebentando o dia

Numa formosura plácida

Com seus mistérios

Nua- na capoeira

Fria! Olhos postos no céu

Abraçando tudo

Cingindo de cores

Toda a mata que morria

Ao raiar do dia!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dentro do verão

Uma manhã quente

Denuncia o verão.

Uma andorinha busca abrigo

Dentro do ninho.

O céu sem nuvens

Traz um azul triste

Acinzentado de sonhos.

Um batalhão de formigas

Segue com folhas secas

Agasalhando a cabeça.

Na faveira em frutos

Um senhor de cabelos brancos

Com uma vara de bambu

Recolhe alimento

Para o gado que muge

Pras bandas dum riacho.

No alto do céu

Uma ave de rapina

Com seu voo

Investigador

Avisa que está ali.

O vento incendeia

As pétalas das flores

Enquanto o fogo

Do sol corre

Dentro da caatinga

Mandando o sertanejo

Baixar uma rede

Ao meio-dia...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Batismo

O orvalho da aurora

Acorda o matiz das pétalas

Batizando a flor!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Meu coração é criança

Eu pedi o sol emprestado para fazer um poema

Peguei no giz branco e tracei um círculo no quadro-negro

Esforcei-me para desenhar raios bem traçados

Queria desabrochar um sorriso nas pétalas da manhã

Era meu dia de regar o jardim... Fiz um girassol!

Abri fronteiras para botar um passarinho voando

E fiz um céu azul com pequenas nuvens brancas

Uma casinha abaixo com um portão aberto à vida

O difícil foi escolher que caminho traçar da casa até o riacho

Dependia do olhar da poesia (toda prosa!)

Acompanhei com os dedos a árvore em flores na estrada

Então eu vi uma borboleta seguindo meu olhar

Caprichei na letra e escrevi um verso em suas asas

“Meu coração é uma criança sempre!”

domingo, 11 de outubro de 2009

(Do amanhã)

Quem me dera ter

O olhar azul no amanhã (...)

Tal uma criança!

( Da escravidão)

Dentro da história

Um fato negado ao mundo

(: Crianças cativas!)

sábado, 10 de outubro de 2009

Grandes e pequenos

E lá estava o menino dentro do mato com os olhos assustados. Viu uma borboleta voando e sentiu medo. Inocente criança!

Era hora dos meninos... Ele saiu do mato e correu pela varanda. O mundo tão grande, e tão pequeno o menino.

A borboleta cruzou o espaço a parou ao lado de uma flor... perto de onde sentara o menino. Os olhinhos assustados grudaram-se no animal tentando sentir-lhe a reação. Nada. Só esvoaçando as asas multicores de lances laranja. O menino ficou sentadinho na pedra onde fora “perseguido” pela borboleta. Quieto, só recebendo as cores da vida.

Ser criança é uma poesia, pensei de minha cadeira preguiçosa. No quintal de minha casa uma mensagem da vida – receber dos olhos de uma criança um sorriso da tarde. Meus olhos marejaram!... Senti-me pequena diante de tão grande sabedoria.

Vivo de amor

Quando abro meus olhos

Dentro de meu coração

O homem que eu amo

Nesta vida me vem

Em um turbilhão de desejos.

E a voz dele quente sensual

Murmura em meu peito

Palavras amadas

Num sonho de amor.

Então declaro a ele

O que penso

O que espero da vida

Quando meus olhos o veem

Assim perto de mim.

Nessas horas de fantasia

A pele vai conhecendo

O cheiro másculo

O sabor do beijo

O toque das mãos

Que viajam em meu corpo.

Quando meus olhos

Provam das palavras

Escritas em meu coração

Muito embora numa fantasia,

Explico à minha razão

Que não vivo sem amor.