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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Milagre





Pensou ser o fim
De repente abriu os olhos (:
 Era borboleta !)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O pedido da rosa



Mirada em espinhos
A bela rosa pedia 
_Não me desfolhes!

Teimosia



Embora fosse
Seca... (Eu vi a natureza
Viva do sertão!)


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Agrado



 Em cima da mesa
Tuas flores aplaudindo
O terno carinho...


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Menino numa bicicleta



Eita, menino! Que olhar é esse
Tão carregado de brilhos
Denunciando o sorriso
De teu coração?
Quem te fez ave errante
Neste céu azul
Batendo as pernas
Em horas de sol assim?
Foi Papai Noel
Na noite de ontem
Que me enviou uma bicicleta
É natal...
Mamãe me disse que fui bom menino
Ganhei um presente do céu!
Quando acordei
O brinquedo me chamava
Fazendo-me sorrir assim...
Então cruzo as horas de minha rua
Neste olhar de menino
Solto no céu azul...



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Castelos de areia



 Deixei meu castelo
Nas areias (esquecida)
Dos sonhos ingênuos


Flor de maracujá



Raio leso [o sol]
Em flor de maracujá
Deitou sua dor

Namoro antigo



(-) Sala de visitas (-)
Vigiado pelos pais
O casal namora


Roubo (?!)



Dantes do pedido
De me roubar uma flor (...)
Deste-me um buquê!


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ipês na rua





No largo da rua
Os ipês em tons lilases
Falavam do dia


Crônica de uma avó





Eu fico aqui, olhos presos no voo de alguns canários e sabiás, cogitando de minha vida. Ela nunca me fora mais adversa. Se por um lado tenho um montante de dívidas com os quitandeiros; de outro, sou agraciada com o prazer de ser avó. Este é um dos sonhos de meus dias. E olha que os acho longos! Meus cabelos brancos que façam queixas das vezes em que foram tingidos.

Aproveitando um fragmento de música antiga e sem citar o autor, que não lembro; e podem culpar meus anos idos (!), digo a mim mesma como se fora a vida a dizê-lo: “Receba as flores que lhe dou...”. Uma pessoa deve sempre olhar as flores; ajuda a andar com um sorriso, a recuperar o sabor da beleza do dia. Cada dia tem um tom diferente, com suas “pedras no meio do caminho”. Isso atribui um aspecto diferente a cada amanhecer; uns têm flores de tons vivos, e, há os que estão enveredados por pedregulhos.

Bem, alguns seres escalam montanhas por prazer, outros voam no alto delas e fazem-nas suas moradas. Quando soube que ia ser avó, eu descobri o que é voar sem ter asas! Cheguei a abrir meus braços hoje de manhã sentindo o vento em meu corpo. Foi uma sensação de prazer, de excitação. Que foi? A palavra [excitação] está mal colocada? Hum!... Segundo o Aurélio, na acepção 3.: Forte sensação de vigor, energia, entusiasmo e/ou desejo ... Então, por instantes eu fui energia. Corri no vento... e pousei nos galhos da faveira; a qual avisto balançar os galhos daqui de minha preguiçosa na varanda da casa.

O curioso é como a vida nos vem nova a cada instante! E nada me escapa na manhã, como se meus sentidos estivessem ligados aos sons, às cores; desde o canto dos pássaros nos galhos verdes da faveira até o arrastar dos ramos secos da vassoura de piaçaba no chão do terreiro. Tenho no olhar, nos seios, no coração a certeza de que há adversidades, mas que sou forte como este sertão.

Por todos os “sabiás” que cantam nas “palmeiras” do dia (apesar de minhas dívidas) com sua graça e cara natural eu me vejo uma feliz vovó com seus cabelos brancos contando histórias a minha netinha debaixo deste céu azul. E os canários? Bem, eles devem estar agora no alto de um ipê, pois de repente as flores ficaram mais amarelas...

Lindo engano



Num galho despido (...)
Uma flor conjeturava
Ser ela as folhas


Caminhos



O homem caminha
Nem sempre certo de seus passos...
Mas segue...
Aqui fico olhando o dia...
... Querendo ser o vento...
Para dar asas a meus sonhos...


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Flores de domingo




Num domingo frio
Enfeitei meu coração
Com flores do campo

Cravinas



Senhoras do verde
As touceiras de cravinas
Exalam carmim

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lembranças...

Passam-se anos e anos
não esquecemos jamais
aniversário entre anjos...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MOMENTOS INESQUECÍVEIS

Ah! Como é doce o seu sorriso,

e quando gargalha então,

estende os bracinhos,

vem na minha direção.

Ajoelhada recebo seu abraço,

os bracinhos se enroscam em meu pescoço.

eu o aperto contra o peito,

as lágrimas escorrendo livremente.

Ele me beija as faces,

sorrindo me diz,

não chora vovó,

eu volto.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gente grande



Senta-se na areia colorida de passos de há poucos
Pique - esconde pega - pega capim queimado
Esquecido do sono das horas acordadas de criança
Nas mãos um brinquedo
Baladeirando no atirado dos olhos
Muda de endereço voa no espaço
Zummmmp...
Uma rua enfeitada de bombons
Coloridos
Árvores de algodão-doce
Maduro
(É um cowboy num cavalo voador)
_Upa upa cavalinho... trota no céu azul!
Um sinal fechado
Dentre nuvens carregadas de berros
_Pedro! É hora de dormir...
Ainda vai ser gente grande
Para sonhar na hora que quiser!...


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Natureza





Nos teus olhos vi
O céu o mar a chuva fina
... E me apaixonei!




Miragem





Em pleno deserto
Um grão de areia sonhava
Tomar sol na praia!



terça-feira, 27 de outubro de 2009




No outono as flores
Cantaram teu nome ao sol
(:Aqueci minh’alma!)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dias de magnólia




Desenhei no chão
Com fina flor de magnólias
A cor de meus dias


Escuridão



Estou só no escuro
(Meu coração sente medo)
Quando você vem?


Sonhos





Em noites escuras

Bela flor abre-se branca

(: Inda sonho n’alma) 

domingo, 25 de outubro de 2009

Perfume





Sacudi a tristeza
Quando ganhei tuas flores
(: Senti teu perfume!)

Migração

Meus pais estão lá (,)

Aguardando meu regresso

(: Sou do interior!)

(Do tempo do amor)

Sei que vale a pena (!)

O amor começa em qualquer

Idade; até à tardinha (.)

(Do segredo da vida)

O fecho da vida

Não é coletar as flores (;)

... E sim cultivá-las!

sábado, 24 de outubro de 2009

(Dos sonhos)

Há no amanhecer

Um navio a nos conduzir

A sonhos possíveis!

Brincadeira de criança e poesia





Em horas da brincadeira
A criança descobre os tons
Da fantasia (:)
Esconde- esconde
Num jardim de flores...
Vermelhas brancas azuis
Em pétalas
Sorrindo
(Pura emoção!)
Deixam-se
Ser buquê
Nessa inocente
Imaginação
E os olhos curumins
Borboleteiam
Nos braços do farol
(Mágico) do sol
É um baile de alegria!
Onde mora o sonho?
Há uma festa no ar?
Confetes
Enfeitiçam
O coração
De quem se prende
Nos versos escritos
Da poesia...

... De uma brincadeira infantil





(De meus dias)

Amarro meu olhar

Num canto da vida -

Crianças têm olhos

Azuis no céu

Do futuro!

Felizmente

Ainda não passou

A infância

De meus dias!

(Enamorada)

A alegria em mim

É da beleza da vida (...)

_ Só vejo teus olhos!

(Da vida)

Novamente o sol

Descortina-se no azul

(: Desando a viver!)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

NÃO NEGUES

Não negues a ninguém o direito de escolher o seu caminho, mas também não negues a si próprio o direito de podar os espinhos da estrada de outrem.
Ditado por João de Albuquerque
em 07-07-78

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Flores...

As flores podem até ser efêmeras, porém fica para sempre em nós, o simples gesto de as dar ou receber, quando esse vem do coração...chica

domingo, 18 de outubro de 2009

Canção do sol

Entre os girassóis

Jovial o sol cantava (:)

_Virei borboleta!

Campo de lavandas

Distante do mundo

Tomando um beijo do sol (,)

Admiro as lavandas

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DIÁLOGO COM O TEMPO

-Tempo, tempo onde você está?
Faz tempo que clamo por ti e tu não respondes, não dá um sinal.
Será que ando cega e surda e não consigo te perceber?
Não sei acho que tu te esqueceste de mim, acho que me perdi nas dobras do tempo e você não percebeu. Mas escuta, preciso de ti, preciso te encontrar, pois preciso de tempo.
Olha o tempo passou, passou rápido demais e tanta coisa ficou para trás.
Não tive tempo de dar amor o tanto que queria, nem pude sorrir o tanto que gostaria, nem chorar o tanto necessário para aliviar a alma, nem de descobrir o jeito certo de lutar e nem ao menos de propagar a minha fé.
Achei que daria tempo, não percebi que meu tempo passou e eu preciso de tempo para viver todo sentimento que deixou de ser vivido, para por em prática tudo que descobri, para plantar mais sementes de amor e fé e encontrar a alegria que só vem da simplicidade dos puros e inocentes.
Mas tempo tu não me ouves e o tempo corre e eu me desespero.
Sinto-me cansada, exausta e me aquieto, talvez eu não mereça que tu me escute.
De repente uma brisa suave me envolve, sinto uma grande paz e eu ouço dentro de mim tuas sábias palavras.
- Todo tempo necessário foi te dado e tu o viveste conforme teu livre-arbítrio, acertaste algumas vezes em outras erraste, mas com certeza viveste.
Se hoje percebes o que melhor poderias ter feito, é porque exatamente aprendeste algumas das lições que a vida te deu e com certeza cada um tem seu tempo próprio e cada fase da vida é um tempo a ser vivido.
Não se chora o tempo que passou, alegra-se com o tempo que está para vir e tenha certeza que o tempo é infinito, pois ele foi criado pelo Pai que é eterno e um dia perceberás que o teu espírito também é eterno e será tempo de outra dimensão vivenciar.
Silêncio novamente, só a paz da noite, sinto-me calma, sei agora que terei o tempo que for necessário para completar minha estrada, sem ansiedades viverei um dia de cada vez e na sabedoria do Pai o livre arbítrio é meu e eu não o decepcionarei.
Luconi

Onze-horas ao sol

Diante do sol

Onze-horas

E o dia correndo nas horas...

As flores se entregando em cores

Brancas amarelas cor-de-rosa

Feito uma poesia ao dia

Onze-horas

Flores lançadas à alma

Dos olhos passantes

Suspensas em vasos nas janelas

Recostadas às paredes

Das casas em primavera

Onze-horas

Volta o menino da escola

Cruza pela pracinha e vê

Nos canteiros em pleno sol

As flores animadas

Onze-horas

Anunciando o almoço

Antes do se ir das horas

Pois fecham as portas

Em seu concerto

Solar

De amor

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma flor na caatinga

Dentro da caatinga

Nasceu uma flor tão singela

Ela veio assim (:)

Rebentando o dia

Numa formosura plácida

Com seus mistérios

Nua- na capoeira

Fria! Olhos postos no céu

Abraçando tudo

Cingindo de cores

Toda a mata que morria

Ao raiar do dia!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dentro do verão

Uma manhã quente

Denuncia o verão.

Uma andorinha busca abrigo

Dentro do ninho.

O céu sem nuvens

Traz um azul triste

Acinzentado de sonhos.

Um batalhão de formigas

Segue com folhas secas

Agasalhando a cabeça.

Na faveira em frutos

Um senhor de cabelos brancos

Com uma vara de bambu

Recolhe alimento

Para o gado que muge

Pras bandas dum riacho.

No alto do céu

Uma ave de rapina

Com seu voo

Investigador

Avisa que está ali.

O vento incendeia

As pétalas das flores

Enquanto o fogo

Do sol corre

Dentro da caatinga

Mandando o sertanejo

Baixar uma rede

Ao meio-dia...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Batismo

O orvalho da aurora

Acorda o matiz das pétalas

Batizando a flor!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Meu coração é criança

Eu pedi o sol emprestado para fazer um poema

Peguei no giz branco e tracei um círculo no quadro-negro

Esforcei-me para desenhar raios bem traçados

Queria desabrochar um sorriso nas pétalas da manhã

Era meu dia de regar o jardim... Fiz um girassol!

Abri fronteiras para botar um passarinho voando

E fiz um céu azul com pequenas nuvens brancas

Uma casinha abaixo com um portão aberto à vida

O difícil foi escolher que caminho traçar da casa até o riacho

Dependia do olhar da poesia (toda prosa!)

Acompanhei com os dedos a árvore em flores na estrada

Então eu vi uma borboleta seguindo meu olhar

Caprichei na letra e escrevi um verso em suas asas

“Meu coração é uma criança sempre!”