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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fim de tarde

Por trás das árvores

O Último olhar laranja

Do sol que se vai (!)

Bem-me-quer

No querer das pétalas

Ao sol, o coração alegre (:)

_Bem-me-quer, amor!...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A face da tristeza

Pálida (,) sem cor

Baixa os olhos taciturnos

(: A alma em lamentos!)

Uma gota de orvalho

E um som suave de águas brincando nas matas e nos olhos do céu sobe em minha pele. Aparecem flores simples e vozes de pássaros canoros. Olho a mata e fico pensativa: “Que bela é a vida numa gota de orvalho!”

Uma gota de orvalho. Sim. Na ponta de um capim há uma gota de orvalho. Entregue ao sol que nasce sem medo de morrer. Misturando-se com o frescor da manhã no banho matinal de meus olhos. Afloro em lágrimas. Sou uma saudade, um resto de madrugada, um desejo de amar...

E sinto o calor da manhã... saudando as matas... correndo de menino com o vento em raios quentes... “É o sinalzinho da morte da gota de orvalho!...”

Uma gota de orvalho... A noite inteira cuidando da vida na mata... Ouvindo o estalar dos capins, das ramas de salsa, das flores silvestres fechando a porta das pétalas!...

E agora morta!... Vem uma pontada de dor a meu coração... Viajo os olhos nos raios do sol... “A vida tem de seguir...”

... E na claridade da manhã escuto o sino da igrejinha, longe, soprando uma oração ao dia que nasce (:) Em gotas de orvalhos!...

Sabedoria

Quando as frias sombras
Da tarde caem nas torres...
Uma forma escura
Vem de muito longe
Cismar em seu solitário
Refúgio. Exila-se!
Louva à densa noite
Em seus murmúrios surdos-
A sábia coruja!
E só... Entre os sinos
Ergue muda à Matriz
Uma prece! “Amém!”

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Flor mística

Eva (-) branca flor

Em beijos in paradise

(: Mistérios dos céus)

domingo, 13 de setembro de 2009

Na porta de meu coração

Meu coração enternecido abre a porta da vida, desce as escadas da noite, e me leva com ele, num rompante de sentimentos. Acompanho suas pegadas. Vira logo à direita e senta-se embaixo da árvore em que nos beijamos pela primeira vez.

O primeiro beijo guardado na imagem. Resgatado na noite que se abre diante de meus olhos. Ressuscitando o cheiro de tua pele, o sabor de teus lábios. E te sinto presente!...

... Uma noite, em teus braços, quando a lua se escondera nas nuvens negras, teu rosto, junto ao meu... Ouvi tua voz sussurrando... _ Tua voz... teu cheiro... _ Teu cheiro... um aroma de querença... erguendo meu coração nos braços do amor.

Desvio meu olhar por um instante, neste momento... Ah!... a lua se escondeu, como outrora... entre as ramas das nuvens... tirando meu coração do chão em que se sentara debaixo da árvore... E o vento passa agitando meus sentidos...

A lua rasga um véu por entre os galhos da árvore... E já não estou sozinha no meio da noite... “Teus passos surgem... na porta de minha vida”. Meu coração corre na imagem de teus olhos...

* Escolha...

Escolha as notícias e manchetes que vai colocar no seu dia, as que vai valorizar.
Nem todas valem a pena sequer lê-las. Assim, delete-as.
Fique somente com aquelas que podem lhe acrescentar algo bom!
Todos nós temos o poder dessa escolha!
Bom Domingo!Chica

sábado, 12 de setembro de 2009

Sofrimento

Mais caça a lembrança

O coração peregrina

Em escuridão

Faveira no semiárido

Livre no céu azul

A faveira alimenta o gado (-)

Mãe do semiárido!...

Pitanga

Na boca o agridoce

Prazer de um beijo da polpa (:

Mordera a pitanga)

Amor-perfeito

Azul delicada

No jardim (,) amor-perfeito

Orna o coração

Camélia

Exótica aos olhos

Inspira sedução em flor

A branca camélia

Exílio

Em túneis secretos

Exilo meus sentimentos

(: Em cantos na alma!...)

Chica Joaninha

Nas linhas da folha

As cores vivas das crônicas

De Chica Joaninha...

Boa-noite

A flor, ante a hora

Vestida de branco ou roxo (:)

_ Boa-noite, amor!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Homem

Homem na palavra

Tem olhar de Segurança

(: Respeito à vida!)

Na caatinga

Perdidas as folhas

A árvore do sertão

Descansa com sede

O vaqueiro

Ao romper do dia

No lombo do cavalo

Entre os mugidos do gado

Vem o aboiar do vaqueiro

Um perfume de mato

Terra orvalhada

Pegadas de viajantes

No meio da caatinga

Dos séculos passados

Semeiam coragem

Na marcha miúda

Abrasada de fé

Crianças do sertão

Descalças de pão

Os orvalhos do sertão

São suas crianças