
E um som suave de águas brincando nas matas e nos olhos do céu sobe em minha pele. Aparecem flores simples e vozes de pássaros canoros. Olho a mata e fico pensativa: “Que bela é a vida numa gota de orvalho!”
Uma gota de orvalho. Sim. Na ponta de um capim há uma gota de orvalho. Entregue ao sol que nasce sem medo de morrer. Misturando-se com o frescor da manhã no banho matinal de meus olhos. Afloro em lágrimas. Sou uma saudade, um resto de madrugada, um desejo de amar...
E sinto o calor da manhã... saudando as matas... correndo de menino com o vento em raios quentes... “É o sinalzinho da morte da gota de orvalho!...”
Uma gota de orvalho... A noite inteira cuidando da vida na mata... Ouvindo o estalar dos capins, das ramas de salsa, das flores silvestres fechando a porta das pétalas!...
E agora morta!... Vem uma pontada de dor a meu coração... Viajo os olhos nos raios do sol... “A vida tem de seguir...”
... E na claridade da manhã escuto o sino da igrejinha, longe, soprando uma oração ao dia que nasce (:) Em gotas de orvalhos!...
3 comentários:
Quanta alma retratas em tuas palavras, escriras com o coração.beijos
Nossa como é belo ler-te, parabéns amiga, bjos Luconi
Cajú que saudade...
Obrigada pela visita e Vá passando no meu canto
porque este meu poema é mesmo um dos meus favoritos eu deixo com um beijo
VELHO
Ser velho
E ser sábio...
Será bom ser sábio?
Será bom ser velho?
Eu preferia...
Não ser sábio
E não ser velho...
Queria ficar...
Não queria ir...
Mas vou...
E vou ficar velho...
E vou-me embora...
Só não saberei...
Se realmente...
Chegarei a ser sábio...
LILI LARANJO
Postar um comentário