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domingo, 6 de setembro de 2009

Liberdade

Árido sertão

Crianças brincam na rua (-)

Verde liberdade!...

.

Eterno

Que meu coração seja cravado

Por teus lábios sussurrando:

_Amo-te!

E numa chama de fogo

Eu seja consumida por teus beijos

Numa era imortal

Ah, minha vida já não existe

Senão em teus braços

E na distância de teus olhos

Guarda-me em tua alma

(:) Sou eco de teus versos

Já que a vida nos traz

Noites de amor

Eterniza-me em tua poesia

Para que sejamos

Versos dos amantes

sábado, 5 de setembro de 2009

Lembranças do sertão

Lembro meus passos infantis no sertão
Os rastros desses dias estão em toda parte
Era mula carregando a cana-de-açúcar
Lá para as bandas do riacho um canto de sabiá
A algazarra dos meninos, junto a mim no melado
Passeando dentro de meu coração, o nascer do dia
Horas proseando com um sertanejo na mata seca
No encalço de pasarinhos baladeira à mão
Pulando uma cerca em busca de melancias
No entardecer, ocupando os olhos no cerrado
Depois, à noitinha, com minha avó à Ave-Maria
Quando falo hoje do sertão é com saudades...

Uma flor exalando sexo

Abre-se ao dia. Um céu azul a sua frente.

Nuvens sugerindo animais (:) um coelho, um anum, borboletas...

Há um encontro do vento nas pétalas.

Ri-se deliciada. Refrescante brisa a beijar-lhe. Embriaga-se. Sente-se uma poesia.

Aos poucos vai inalando os cheiros a seu redor.

O mato verde transpira perfumes silvestres: mameleiros, jatobás, pequizeiros, canelinhas.

Folhas cantam em movimentos harmoniosos em sua trajetória solar.

Dão-lhes satisfação. Pelo chão, germina vida.

Perto do entardecer, sente-se feliz. Sabe que virão as estrelas e lua a lhe versejar.

Há namoro no ar. Limita-se a contemplar o pôr-do-sol.

Em suave cumplicidade retoma um pensamento de poeta:

Visualiza o tigre alaranjado ao cair da tarde.

Agora é visitada. No corpo, novos sons: Sbip... Sbop... Sbip... Sbop!

Em suas digressões não havia percebido o sobrevoo da abelha em apaixonado pouso em seu estigma.

Aberta ao findar do dia é uma flor exalando sexo. Terna, deixa-se polinizar.

A borboleta

Beija o sol dança

Entre os raios multicores

Vai e vem como uma folha ao vento

Vrá... Vrá... Vrá! Vou lá!

Murmura a borboleta- menina

Branca para no ar fascina

A flor... Então senta

Conversa toma café

Olá! Que aroma delicado!

Ensaia um novo gracejo

Já com as asas abertas...

Belo é teu olhar... No ar!

Hum! O sol já me queima

Não há como ficar...

Outro jardim pede por mim...

Plim... plim... plim!

Ah! Esse lugar é próprio a amar!

Que faço se só sei borboletear?

Beija as pétalas e sai a voar...

Hora de poesia

Nuvens carregadas

De repente o vento forte (:)

Chuva no sertão

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Outono

Num poema de amor

Entrego minha alma a ti

Assim sem explicações

Sem razões do sentir

Apenas dizendo deste meu querer

Pois sempre que penso em ti

Envolvo-me em chamas de desejos

E este poema cativo de meus sentimentos

Contempla as portas de meus sonhos

Elas estão abertas aguardando tua chegada

Enquanto meu verso conta que te ama

Observando a beleza do outono em seu cair das folhas

Todavia desejo é que estes versos caiam no chão dos olhos teus

Velha canção

As antigas canções
Dos séculos é o mistério (-)
Têm por tema amor
Chegam a todas as idades
Na sombra de um beijo
Contam de ternura
Das cores dos sorrisos
Recolhem as lágrimas
Sossegam as palavras tristes
Arrebentam no luar da noite
Bebem das lembranças amigas
Apertam as mãos da saudade
Fascinam o coração amante
Encontram os lábios dos meninos
Renascem noutra canção
Pois o amor nunca envelhecerá...

O mundo do sertão

A pequena casa

No meio da caatinga (-)

Sangue do sertão

(Das rosas)

João e Maria (de Barro)

Na casa de barro

A porta aberta ao oriente (:)

Maria e João!

Grito

Preso à garganta

Brada numa nota aguda

O verso de amor

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

(Das emoções)

Vestida de negro

A noite desembrulhou

Minhas emoções

(Dos irmãos)

Em dias de pipas

As bonecas alegram

Os laços irmãos

Serenata ao luar

Noite de verão
Numa balada ao luar
O beijo amante

terça-feira, 1 de setembro de 2009

(De teu sorriso)

No negro dos olhos

Emolduras o mistério

Dum meigo sorriso

(De teu olhar)

Toda num olhar

Desalinhas os cabelos

Menina-mulher!

(Dos amores que se vão)

Meu olhar perdido além
Não vê a praia ou as montanhas (-)
Só sabe de ti

Como uma onda no mar

Dia de verão...

O sol pedia um biquíni ousado

Na praia a água a me chamar, mas...

Meus olhos a flutuar em ondas de teu corpo...

Vestidos da sensualidade de tua pele bronzeada

E nossos desejos a marulhar navegando-nos um ao outro...

Como frente de onda espalhando beijos em todas as direções

Tal onda de Love levando-nos a um terremoto de amor...