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domingo, 10 de janeiro de 2010



Ciúme nas flores
O sol ancora dourado
 Entre os girassóis


Em papel vermelho















Devagar o lápis
Avança no papel vermelho
Risca uma rosa
(O pintor está apaixonado)
A borracha deita em suspiros


Profecia



Sucessivas vezes
O vento passa rasteiro
É cair da tarde
No céu as nuvens carregadas
Profetizam chuva






Floresta calada
A noite adentra em seu regaço
Seio frio nu
As marcas da serra n’alma
Triste mãe ferida



Derradeiro grito
No céu infinito as estrelas
Rompem em conversas
Enquanto a voz do trovão
Alça voo após a chuva

sábado, 9 de janeiro de 2010



Canto solitário
Em sua gaiola o pássaro
Olha o horizonte

Palpitação



Meus dedos gelados
E um frio no coração
É tua presença!
Vejo tua boca ardente
E o sol silencia em mim




Tranquilo tranquilo
Um gato lambia as patas
Em cima do muro


Nômade



Capim alto verde
No meio dessa floresta
 A andante formiga


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Barulho no quarto
Uma mariposa dança
Aos passos da luz



Janela fechada
O vento muda o caminho
E brinca nas árvores


Por trás das nuvens
O sol nascente se esconde
Ainda com sono



No perfil do vento
A palmeira bamboleia
Seu teto de palhas

terça-feira, 5 de janeiro de 2010




É seca sol forte
Nos mandacarus in natura
Água para a sede

domingo, 3 de janeiro de 2010


A cidade acorda
Fitando o céu um Louva a deus
Tem os pés no chão



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


No alto da serra
O verde desce num cipó
E põe os pés no chão

Consciência no trânsito...

Feriadão chegando
quem vai quer e deve
também voltar
chica

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Alma de pescador



Alma entregue ao rio
O pescador guarda a rede
Era piracema


domingo, 27 de dezembro de 2009

Noite de poesia


Era ainda dia quando eu te vi 
Os cabelos soltos ao vento 
Um sorriso franco nos olhos castanhos 
Não consegui dizer teu nome 
Eu quis ser o sol se indo 
Mesmo que o calor em tua pele fosse tênue 
Parei num banco de praça e sentei 
Deixei minh’alma seguir teus passos 
Tinha tanto a dizer e não falei  
_Sou uma mulher de poucas palavras_ 
E parada eu sentia na garganta presas 
Todas as letras de teu nome 
Ouvi o sino da igrejinha tocar as horas da Ave-Maria 
Umas senhoras passaram com seus terços à mão 
Eu as ouvi em suas ladainhas de Fé 
Meu coração, no entanto, te seguia os passos 
Eras um vulto pardo dentro da noite 
E esta a lançar o brilho das estrelas nas janelas abertas 
Diante de meus olhos teus passos sumindo na rua 
Uma lágrima me veio às faces 
Toquei-a com dedos acanhados 
Do que eu devia fazer 
Meus lábios não falaram 
Só meus sentimentos responderam
_Eu devia dizer que te amo 
Pois os anos passam 
E ficamos de cabelos brancos!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

(Dos poetas)



Ouvindo as estrelas,
O homem pisa na noite (:)
Tem os pés em versos!...