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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Previsões

Um pé de caju
Deve ficar em meu túmulo,
Num tempo distante

Ainda me vejo jovem
Querendo colher cajus

Um grilo

O grilo já canta
O cri-cri de toda noite
No escuro do quarto

O menino acende a luz
Porém nada vê

Pescador

Oh, ventos do rio
Meu velho pai foi também
Pescador daqui

Noite e chuva

O vento do rio
Traz um cheirinho de chuva
Oh, noite abençoada

Velho rio

Neste velho rio
Os patos d'água conhecem
Cada um dos lagos

Sol e sombra


O sol ( bem malandro)
Cisma de jogar a sombra
Por onde eu ando

Sol e calor

O sol já saiu
O quintal já está cheio
De luz e calor

Sol e bem-te-vis

Manhãzinha de sol -
Conversam em meu quintal
Alguns bem-te-vis

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Rio e criança


Aqui no quintal
Há um portão para o rio –
Lá vem meu netinho!

Folha e vento


Em rodopio lento
Uma folha cai do galho
Por ação do vento

Calor e rio


Uma tarde tão quente –
Os meninos já até vão
Banhar-se no rio

Calor


Aqui da varanda
Vejo o chão com folhas secas –
Que calor tão grande!

Mês de novembro


Logo cai a tarde
Mas o calor de novembro
Fica para a noite

Calor e café


O calor da tarde
Nunca vai mudar meus hábitos –
Hora de um café


Céu de novembro


As nuvens no céu
Têm o branco do algodão –
Tarde de novembro

Cerrado em novembro


Árvores sem folhas
E o calor por toda parte –
Cerrado em novembro

Vento em novembro


Ventos de novembro –
A roupa no varal seca
Rápido demais

Calor de novembro


Calor de novembro –
Ventos tão secos e quentes
Correm na varanda

Novembro


Calor de novembro –
Algumas nuvens no céu,
Mas por que não chove?

Quintal

Ainda me admiro
Dos cantos em meu quintal -
Que a vida é bela