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domingo, 21 de março de 2010



Foto Google
Guache natural
Pelo chão folhas avermelhadas
Avisam do outono

quinta-feira, 18 de março de 2010

Foto Google
Hora do jantar
O sapo entra na horta
E ceia um mosquito

quarta-feira, 17 de março de 2010

Foto Google
Sem a baladeira
O curió canta livre
Para os meninos

quarta-feira, 10 de março de 2010

Casa...

Tudo rosa fora dela
amor reina por ali
dentro também
chica

quarta-feira, 3 de março de 2010

Cenário florido
Brincam na praia meninas
De todos os tons

Pintura da brasileira Contância Nery

 Foto do Google
Dentro da floresta
Um raio de sol alcança
Uma Vitória Régia

Amor...

ao ouvido
um segredo
só pra ti
chica

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Num muro sem cor
Uma trepadeira veste
O róseo e o verde

Foto Google
Num para não para
Uma borboleta voa
Por todo o jardim

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


  
COMEDIA DELL'ART
Karel Dujardins mostrou uma cena vista por ele de perto do palco provisório de uma trupe viajante,em contraste com as ruínas idealizadas Romanas: obra datada de 1657, Museu do Louvre. 
Sons claros de viola entre sopros do vento; gracejos de braços, bocas amorosas numa tarde remota. E enquanto o violão ecoa suas notas, um som de viajantes enche o espaço. Nuvens passam; brancas, em virginal olhar dos meninos. Onde a essência do azul ecoa nas vestes femininas. E a matiz dum marrom alaranjado ganha o chão num ritmo entre peças de roupas, altas montanhas, objetos nas paredes nuas de alegria.
E violão e vento, numa harmonia de sentidos, dão um colorido ritmado à cena. Conjugam-se passos, pés descalços, olhares escondidos. Fundem-se numa imagem: Um homem no alto do tablado. Examina; grave. Delicia-se. Vibra no íntimo. Tudo lhe tem uma delicadeza de amante.
E numa cor, num som duma sensibilidade da alma, ele olha. Animais de carga melancólicos; senhoras esquecidas de suas quimeras; homens ávidos de sonhos. Tudo entregue num mundo repleto de perguntas. E o violão espalha no vento... essas palavras.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Deslumbrado espelho
Enganchada nos cabelos
Uma flor silvestre


Foto do Google
Subir a ladeira
Nos ombros largos do pai
É uma aventura

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Radiosa...


Entre galhos é flagrada
sua luz é a maior
noite de luar
chica

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Gente simples

Vaqueiro de Piracuruca
Saí de casa com a fina intenção de fotografar uns mandacarus. Apenas raiou o dia e lá estava eu numa estradinha erma e olhos atentos ao mato. Adentrei numa porteira, melhor, subi nos paus que protegiam a entrada da propriedade de Seu Pedro, um senhor da comunidade local. Bem, o certo é que me espantei quando ouvi o trote.
Um homem a cavalo vinha na estradinha. Se tinha se apercebido de mim não fez movimento que o denunciasse. Fumaça seu cigarrinho de palha entretido na fumaça que subia. Era cedo ainda e podia-se ver o orvalho no capim. Talvez pela terra meio molhada eu houvesse percebido o som das patas do animal. O capim produzia um som de rio correndo barrento depois da enxurrada.
O cavalo vinha num trote bom. Fiquei parada a observar com meu celular na mão. Minha arma de fotografia. Notei que o sertanejo puxou as rédeas do animal e fê-lo parar a alguns metros de mim.
_Bom dia, Dona!_ Ergueu um poço a aba do boné, desses de propagandas.
_Bom dia, Senhor!
_A senhora anda batendo foto de fror? Tem muita só quando chove...
Seus olhos, de um acentuado tom castanho, tinham um sorriso largo e brincalhão. Pensava com seus botões de para que a serventia de fotos de flores. Apenas lhe expliquei que minha intenção primeira eram os mandacarus; ao passo que ele lembrou-me de elas só abrirem as pétalas brancas à noite.
E senti-me nua de saberes diante daquele homem. Via-se em sua postura, toco de cigarro na ponta dos dedos, que ele era dono do saber da região. O corpo franzino já devia ter percorrido a pé ou no lombo dum cavalo cada vereda por dentro daquele mato. Pois sim, eu trocaria com ele umas palavras e descobriria como tirar fotos de uma flor de mandacaru.
Indagou se eu não seria irmã do Cerqueira, ex-enfermeiro de ofício lá da cidade. Com minha afirmação ele se derramou em explicações de como meu irmão uma vez tirara um anzol da perna de um dos meninos dele. E meus mandacarus esquecidos. Ouvi. Então, após um silêncio em que notei ter ele terminado sua história, fiz carinha de quem quer algo.
Ah, fui convidada a passar uma noite na casa dele e ainda teria um jantar de galinha caipira com pequi! Seu menino mais velho, de nome João Manoel, iria comigo pastorear um mandacaru soltar a flor na calada da noite.
Aceitei é claro! E meu coração acelerou os batimentos que tive medo do vaqueiro notar. Era um homem simples... que sempre sabem ser gente!
Voltei para casa só com a foto dele eu seu cavalo e também de umas flores do sertão. Brancas. Minha alma tais elas estava em Paz!... Lembro de ainda ter jogado um beijo a Seu Lourenço. Ele tinha ficado lá na entrada da porteira olhando-me sair na moto.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Flores do sertão
Cortejam o sol embora
O calor maltrate

sábado, 30 de janeiro de 2010

Criança na casa.
O que vai fazer o ursinho
Na hora da escola?


Foto Google
Concurso no lago
De branco, as garças concorrem
Pela melhor imagem

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


Foto Vicenzo Pastore - Google
Abrem-se janelas
Ao redor do realejo
Toda a criançada


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Arregaço as calças
Os braços do rio alongaram
Na chuva da tarde



Foto Google
De tempos antigos
O cocorocó dos galos
Acorda a fazenda