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domingo, 24 de janeiro de 2010


Foto Google
Talvez por contraste
Ao chão seco e pedregoso
Nasceu uma flor


sábado, 23 de janeiro de 2010


Foto Google


No galho da árvore
O menino da vizinha
Salva meu gatinho



O menino acorda
São tantas as brincadeiras
Que o dia é curto





 Na beira da água
Os chinelos são esquecidos
Banho no riacho

Foto na parede
A anciã de pé relembra
Das negras madeixas 






Chego na cozinha 
Minha irmã oferece-me doces
Pego é do tacho


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Vejo a natureza
As flores nascem até 
No meio das pedras


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


No semiárido
Dia de chuva é festa
Para a molecada

 Foto Google
Alta noite escura
A coruja em seu silêncio
Vigia a cidade

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Foto Google
Vento em correria
A folha desliza ao chão
Vem uma formiga...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


Foto Google
Xote no sertão
Dois para lá dois p'ra cá
_Toca, sanfoneiro!

domingo, 17 de janeiro de 2010


Foto Google
No fluxo do rio
A formiga a velejar
Se a folha virar!


sábado, 16 de janeiro de 2010


Foto Google
Em largas braçadas
O peixinho preso cruza
Todo o mar do aquário


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


Foto Google
Tremendo de medo
O pintinho chama a mãe
Oh, pobre minhoca




Foto Google

Envolto na areia
Um fiozinho de água
Chora abandonado


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Crianças na foto




E como ar de retrato vivo, as crianças sentadas no chão, eram figuras de rostos angelicais. E, embora se soubesse que a imagem não tinha movimentos, os olhos dos observadores buscavam um sorriso, um sentimento de alegria, algo que afirmasse a felicidade.


A menina olhava de lado, perdida numa cena no mundo dela. “Lá, lá, lá...”, ela deixava a imaginação se ir e os pezinhos querendo dançar. 


O garotinho brincava de homenzinho e faceiro olhava a seu redor. As curvas do sorriso penetrando na alma e correndo ligeiro para a luz do ambiente.


E por que dizer que era apenas uma foto, penso baixinho, acercando-me dos dois querendo dar beijinhos, girando meus olhos para um e outro, sem prender-me neste ou naquele, se tanto a beleza me encanta nos dois seres? O batimento no coração se acentua em mim, de modo tão bom, que tomo nas mãos este momento e gasto palavras sem fim. 


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sons da cidadezinha



Desmaia a tarde. Brincam no céu as cores laranja do sol. Escondem-se as formigas no chão. O gato em cima do muro caminha até a casa da vizinha.  Passa o vento na amendoeira derrubando as folhas avermelhadas.  Na rua já se veem homens em suas bicicletas retornando do trabalho. Ladram cães na rua de baixo desfazendo o silêncio. Algumas das flores do jardim deitam as pétalas. 


Chega uma menina toda arrumadinha e senta num banquinho preso a dois paus de madeira fincados no chão na frente da casa. Observa as trepadeiras no muro de cimento. Não há flores ainda. Os ramos verdes e tenros sobem mesmo na adversidade do lugar. Prendem-se às saliências do muro já gasto e antigo.  A menina conserva no olhar um sorriso que trouxe de dentro da casa. Cantarola baixinho. “Sapo cururu da beira do rio quando o sapo canta, maninha, cururu tem frio...”


Salta o gato do muro e vem brincar nas pernas dela. Ronrona uns instantes e como não recebe muitos afagos da menina, corre para detrás da casa. Alguém chega ao portão de tábuas de madeira e chama a menina. É a filha da vizinha. Esta tem os cabelos penteados em rabo de cavalo e seu vestido é de passeio à tardinha.


Na igrejinha, o sino toca para a Ave-Maria. E pela rua seguem as meninas rumo à oração das seis.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

De rosa a poesia




Sente, menina, a vida
Lá fora! De repente um botão
Fez-se rosa

Caminhando serenamente...

Num doce frescor do dia
Diante do tempo que passa
Em pura imagem de mistérios

Uma rosa floresceu no jardim do dia...

... E rosas fazem poesia...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


Foto Google
 Sonhar é preciso!
Insiste a gota de orvalho
Ao nascer do sol



Foto Google
Presa no bambu
Uma lágrima da noite
Em exílio do sol