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sábado, 23 de janeiro de 2010


Foto Google


No galho da árvore
O menino da vizinha
Salva meu gatinho



O menino acorda
São tantas as brincadeiras
Que o dia é curto





 Na beira da água
Os chinelos são esquecidos
Banho no riacho

Foto na parede
A anciã de pé relembra
Das negras madeixas 






Chego na cozinha 
Minha irmã oferece-me doces
Pego é do tacho


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Vejo a natureza
As flores nascem até 
No meio das pedras


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


No semiárido
Dia de chuva é festa
Para a molecada

 Foto Google
Alta noite escura
A coruja em seu silêncio
Vigia a cidade

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Foto Google
Vento em correria
A folha desliza ao chão
Vem uma formiga...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


Foto Google
Xote no sertão
Dois para lá dois p'ra cá
_Toca, sanfoneiro!

domingo, 17 de janeiro de 2010


Foto Google
No fluxo do rio
A formiga a velejar
Se a folha virar!


sábado, 16 de janeiro de 2010


Foto Google
Em largas braçadas
O peixinho preso cruza
Todo o mar do aquário


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


Foto Google
Tremendo de medo
O pintinho chama a mãe
Oh, pobre minhoca




Foto Google

Envolto na areia
Um fiozinho de água
Chora abandonado


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Crianças na foto




E como ar de retrato vivo, as crianças sentadas no chão, eram figuras de rostos angelicais. E, embora se soubesse que a imagem não tinha movimentos, os olhos dos observadores buscavam um sorriso, um sentimento de alegria, algo que afirmasse a felicidade.


A menina olhava de lado, perdida numa cena no mundo dela. “Lá, lá, lá...”, ela deixava a imaginação se ir e os pezinhos querendo dançar. 


O garotinho brincava de homenzinho e faceiro olhava a seu redor. As curvas do sorriso penetrando na alma e correndo ligeiro para a luz do ambiente.


E por que dizer que era apenas uma foto, penso baixinho, acercando-me dos dois querendo dar beijinhos, girando meus olhos para um e outro, sem prender-me neste ou naquele, se tanto a beleza me encanta nos dois seres? O batimento no coração se acentua em mim, de modo tão bom, que tomo nas mãos este momento e gasto palavras sem fim. 


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sons da cidadezinha



Desmaia a tarde. Brincam no céu as cores laranja do sol. Escondem-se as formigas no chão. O gato em cima do muro caminha até a casa da vizinha.  Passa o vento na amendoeira derrubando as folhas avermelhadas.  Na rua já se veem homens em suas bicicletas retornando do trabalho. Ladram cães na rua de baixo desfazendo o silêncio. Algumas das flores do jardim deitam as pétalas. 


Chega uma menina toda arrumadinha e senta num banquinho preso a dois paus de madeira fincados no chão na frente da casa. Observa as trepadeiras no muro de cimento. Não há flores ainda. Os ramos verdes e tenros sobem mesmo na adversidade do lugar. Prendem-se às saliências do muro já gasto e antigo.  A menina conserva no olhar um sorriso que trouxe de dentro da casa. Cantarola baixinho. “Sapo cururu da beira do rio quando o sapo canta, maninha, cururu tem frio...”


Salta o gato do muro e vem brincar nas pernas dela. Ronrona uns instantes e como não recebe muitos afagos da menina, corre para detrás da casa. Alguém chega ao portão de tábuas de madeira e chama a menina. É a filha da vizinha. Esta tem os cabelos penteados em rabo de cavalo e seu vestido é de passeio à tardinha.


Na igrejinha, o sino toca para a Ave-Maria. E pela rua seguem as meninas rumo à oração das seis.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

De rosa a poesia




Sente, menina, a vida
Lá fora! De repente um botão
Fez-se rosa

Caminhando serenamente...

Num doce frescor do dia
Diante do tempo que passa
Em pura imagem de mistérios

Uma rosa floresceu no jardim do dia...

... E rosas fazem poesia...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


Foto Google
 Sonhar é preciso!
Insiste a gota de orvalho
Ao nascer do sol



Foto Google
Presa no bambu
Uma lágrima da noite
Em exílio do sol


Foto Google
Sploct sploct no banheiro
Frágeis nas pequenas mãos
Bolhas de sabão